Angola está a transformar o seu vasto território numa potência agrícola, sustentada por 35 milhões de hectares de terras aráveis e por um quadro de investimento de 5,7 mil milhões de dólares, no âmbito do Planagrão. Concretizar este potencial em larga escala exige capital significativo e de longo prazo para financiar infra-estruturas essenciais, incluindo redes de irrigação, sistemas de logística e cadeia de frio, bem como pólos de transformação agro-industrial em várias províncias do país.
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Garantir financiamento acessível e de longo prazo implica, contudo, enfrentar o elevado custo de capital frequentemente associado aos mercados emergentes. Na Cimeira Africa Forward, em Nairobi, as prioridades de Angola convergiram com uma crescente dinâmica continental em torno de modelos de financiamento misto (blended finance) e mecanismos de garantia de crédito. Esta abordagem, apoiada por parceiros de investimento franceses e internacionais, procura reduzir o risco associado a sectores de elevado impacto, contribuindo para diminuir os custos de financiamento para o sector privado.
Esta convergência entre os objectivos de soberania alimentar de Angola e a adopção de modernos instrumentos de mitigação de risco oferece uma via concreta para acelerar a implementação dos projectos. Ao recorrer a mecanismos internacionais de garantia, Angola poderá optimizar os custos de financiamento, acelerar o desenvolvimento de projectos agro-industriais estratégicos e reforçar o seu posicionamento enquanto economia regional mais autónoma, resiliente e sustentável.




