O Governo angolano admitiu hoje que mais de 31 mil funcionários públicos constam da base de dados do Estado como estando no ativo, mas poderão ser “fictícios ou fantasmas”, incluindo pessoas já reformadas ou falecidas.
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A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias, disse que estes casos custam recursos avultados ao Estado, que poderiam ser poupados “se o controlo fosse mais efetivo”. Os órgãos a que pertencem os funcionários foram notificados para justificar cada situação e, onde isso não acontecer, serão aplicadas medidas cautelares.
A governante falava na cerimónia de lançamento do Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos da Função Pública (SINGERH), que revelou ainda casos de paradeiro desconhecido, falta de documentos e duplo número de agente. Segundo a ministra, a atualização cadastral permitiu elevar de 7% para mais de 91% a proporção de funcionários com dados atualizados, ou seja, mais de 388 mil dos cerca de 426 mil registos.
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