A província da Lunda-Sul acaba de dar um salto decisivo na valorização do seu capital humano e dos seus diamantes. Entrou este sábado em funcionamento, no Polo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo, a nova fábrica de lapidação da Diarough Angola — um investimento que cria 130 postos de trabalho, 100 dos quais preenchidos por talento local, abrindo uma janela real de prosperidade para dezenas de famílias.
A unidade, sexta a operar no polo, prevê lapidar 4.000 quilates em dois anos e incorpora tecnologias de rastreabilidade, incluindo blockchain, posicionando a Lunda-Sul na linha da frente da transformação de diamantes com padrões internacionais de qualidade.
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Para o governador da Lunda-Sul, Gildo Matias, este investimento representa “um contributo importante para o desenvolvimento económico da província, para a criação de novas oportunidades para a população, e valorização do capital humano”.

“Este investimento acrescenta valor à economia da Lunda Sul e, sobretudo, às nossas pessoas, através da criação de emprego e de novas oportunidades para os jovens. Queremos construir na província uma economia que assente no diamante, mas que vá para além do diamante”, afirmou.
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, defendeu que o desenvolvimento do setor diamantífero “não pode limitar-se à extração” e que o objetivo do Governo é fazer com que uma parcela cada vez maior do valor gerado pelos diamantes permaneça em Angola.
O CEO da Diarough, Suresh Parik, garantiu que o grupo vai “colocar a experiência internacional da Diarough ao serviço de uma operação tecnologicamente avançada, capaz de formar talento, criar emprego e produzir em Angola diamantes lapidados segundo padrões internacionais de qualidade e rastreabilidade”.
Para os jovens e as famílias da Lunda-Sul, esta fábrica não é apenas mais uma unidade industrial: é a prova de que a riqueza do diamante pode e deve gerar emprego, formação e futuro dentro da própria província.




