O Hospital Materno-Infantil do Camama Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes reconheceu publicamente um acto de maus-tratos contra uma bebé internada, portadora de uma síndrome genética que provoca episódios frequentes de choro, após a divulgação de imagens nas redes sociais.
Segundo a Direcção, a criança encontra-se clinicamente estável e o procedimento adoptado — a colocação de fita adesiva na boca para fixar uma chupeta — é totalmente inadequado, não aceitável e não reconhecido como prática clínica segura.
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A Direcção do hospital condenou o acto, classificando-o como repugnante e contrário aos princípios éticos da profissão, e anunciou a suspensão preventiva dos profissionais envolvidos, bem como a criação de uma Comissão de Inquérito para apurar responsabilidades directas e indirectas. Está igualmente em curso a análise das imagens do circuito interno de vigilância, sendo garantido que qualquer cumplicidade por omissão será também responsabilizada disciplinarmente.
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A instituição pediu desculpas públicas à sociedade, reafirmou o seu compromisso com cuidados de saúde humanizados e garantiu tolerância zero a práticas que atentem contra a dignidade humana. A Direcção assegurou ainda que o episódio, embora grave, não reflecte o comportamento da maioria dos profissionais, mantendo-se firme a missão de proteger a vida e garantir cuidados seguros à mulher e à criança.


