Angola poderá ocupar, a curto prazo, o segundo lugar no ranking mundial de produção de diamantes, graças às recentes descobertas de kimberlitos. A convicção é de Carlos Manuel Baptista, novo director-geral da ENDIAMA Mining, que se mostra igualmente confiante no cumprimento das metas de produção traçadas para 2026. O gestor falou à imprensa pela primeira vez desde que sucedeu a Pedro Galiano, hoje à frente da Sociedade Mineira de Catoca, na liderança da subsidiária que funciona como “braço operacional” da ENDIAMA-E.P.
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Nos primeiros doze meses de mandato, Carlos Baptista pretende concentrar esforços em três frentes: reestruturar e reorganizar a empresa, elevar o rendimento dos equipamentos, em particular os de perfuração, e lançar uma frente de prospecção ao abrigo de uma parceria com o projecto Cambuia.
Com mais de quatro décadas de carreira como geofísico, o responsável observa o mercado internacional com cautela, devido à instabilidade provocada pelos conflitos armados e ao avanço dos diamantes sintéticos, que torna necessário reforçar a promoção das pedras naturais. “As guerras retiram a estabilidade do ser humano, e só se faz grande investimento num ambiente de paz e estabilidade”, sublinhou. Para já, a maior preocupação do gestor está nas pedras de pequena dimensão, com peso igual ou inferior a dois quilates. Em 2024, Angola ocupava o terceiro lugar no ranking mundial de produção de diamantes em volume, atrás da Rússia, líder mundial, e do Botswana, segundo classificado.
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