A arquitecta Maria João Teles Grilo afirmou que a Centralidade do Kilamba, em Luanda, não deve ser enquadrada como verdadeira centralidade, por não reunir as condições essenciais para essa classificação. Em entrevista concedida ao programa Goz’Aqui, a especialista considerou que o complexo funciona, tecnicamente, como um dormitório.
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Segundo a arquitecta, uma centralidade exige a presença de equipamentos e serviços básicos, como centros médicos, escolas e outras infra-estruturas essenciais ao quotidiano da população. Na sua avaliação, a ausência ou insuficiência destes elementos no Kilamba impede que o local cumpra plenamente essa função urbana.
Uma centralidade é uma área de expansão da cidade onde se consegue concentrar habitação, serviços, comércio, equipamentos públicos e oportunidades de emprego, permitindo que os seus habitantes satisfaçam grande parte das necessidades do dia-a-dia sem terem de se deslocar para outras zonas da cidade.
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